Por que meus vasinhos sempre voltam?
Essa é uma das queixas que mais ouço no consultório. A paciente já fez várias sessões, os vasinhos clarearam, e alguns meses depois estão lá de novo, no mesmo lugar.
Muitas vezes, o motivo está no que não se vê. O vasinho que aparece na pele é só a ponta do problema. Por baixo dele pode existir uma veia maior, alimentando aquele vasinho o tempo todo. Se essa veia não for identificada e tratada, o vasinho tende a voltar.
É por isso que, aqui na clínica em Recife, o ultrassom vascular faz parte do planejamento mesmo quando o objetivo é tratar “só os vasinhos”.
O que são as veias nutridoras
Veias nutridoras são veias um pouco maiores e mais profundas que os vasinhos, que levam sangue até eles. Algumas aparecem como “veias azuladas” finas na pele; outras ficam escondidas e só são vistas no exame.
Pense numa árvore: os vasinhos vermelhos são os galhos finos, e a nutridora é o galho que os sustenta. Tratar só os galhos finos, sem olhar o galho principal, costuma dar um resultado que dura pouco.
Em alguns casos, essa nutridora ainda está ligada a uma veia maior, como a veia safena. Se a safena tiver refluxo (o sangue volta em vez de subir), ela pode manter a nutridora e os vasinhos sob pressão constante.

O que o ultrassom mostra antes do tratamento
O ultrassom vascular (eco-Doppler) é um exame sem dor, sem agulha e sem radiação. Ele mostra por dentro da perna o que o olho não alcança. Antes de tratar os vasinhos, ele responde a três perguntas:
- Existe uma veia nutridora alimentando esses vasinhos? E onde exatamente ela está.
- Essa nutridora está ligada à safena ou a outra veia maior com refluxo? Ou é um problema isolado, só na região dos vasinhos.
- Qual o calibre e a profundidade da nutridora? Se é fina ou mais grossa, mais superficial ou mais profunda.
Cada resposta muda a forma de tratar, como explico a seguir.
Como esses achados mudam a técnica escolhida
O mesmo vasinho na pele pode pedir tratamentos diferentes, dependendo do que o ultrassom mostra por baixo.
| O que o ultrassom mostra | O que muda no tratamento |
|---|---|
| Nutridora ligada à safena com refluxo | A ordem muda: muitas vezes a safena é tratada primeiro, para que o resultado nos vasinhos se mantenha |
| Nutridora isolada, sem ligação com a safena | O foco fica na nutridora e nos vasinhos, sem necessidade de tratar veias maiores |
| Nutridora mais grossa | Pede uma substância mais potente ou em forma de espuma, em vez de apenas a aplicação líquida |
| Nutridora fina | Costuma responder bem à aplicação líquida, como a glicose ou o polidocanol em baixa concentração |
| Nutridora mais superficial | Pode ser tratada pela pele, com aplicação ou laser transdérmico |
| Nutridora mais profunda | Pode ser tratada com a aplicação guiada pelo próprio ultrassom, que mostra a agulha chegando na veia certa |
Na prática, isso significa tratar a causa junto com o que aparece. O objetivo é um resultado mais duradouro, com menos sessões desperdiçadas em vasinhos que voltariam.
Para entender melhor uma das técnicas usadas nas nutridoras, veja também O que esperar da escleroterapia com espuma?.
Como é o mapeamento na Clínica Catarina Almeida
Na consulta, além de avaliar os vasinhos e conversar sobre seus objetivos, faço o ultrassom para mapear as veias da perna. Com esse mapa, monto um plano de tratamento individual: o que tratar primeiro, qual técnica usar em cada região e quantos encontros devem ser necessários.
Atuo exclusivamente com flebologia, sou cirurgiã vascular com título de especialista pela SBACV e tenho formação em radiologia intervencionista e cirurgia endovascular. Essa experiência com ultrassom e procedimentos guiados por imagem é o que permite tratar a nutridora com precisão, inclusive quando ela é profunda.
Perguntas frequentes
Preciso mesmo de ultrassom se tenho só vasinhos? Nem todo vasinho tem uma nutridora importante por trás, mas só o exame mostra isso. Sem ele, o tratamento é feito sem saber se existe uma causa que vai fazer os vasinhos voltarem.
O ultrassom dói? Não. É feito com um gel e um aparelho apoiado sobre a pele, sem agulhas e sem radiação.
Se a safena estiver comprometida, vou precisar de cirurgia? Nem sempre. Hoje existem tratamentos minimamente invasivos para a safena, e a necessidade e o momento de tratá-la são definidos caso a caso.
Com o ultrassom, os vasinhos nunca mais voltam? Nenhum tratamento impede que novos vasinhos surjam com o tempo, porque a doença venosa tem fatores como genética e hormônios. O mapeamento aumenta a chance de um resultado mais duradouro para os vasinhos tratados.
Vasinhos podem ser sinal de algo mais? Podem. Em alguns casos, fazem parte de uma doença venosa crônica. Saiba mais em Quais os sinais da doença venosa crônica?.
Trate a causa, não só o que aparece
Se você já tratou vasinhos e eles voltaram, ou quer começar o tratamento da forma certa, o primeiro passo é entender o que existe por baixo da pele. O ultrassom transforma um tratamento “no escuro” em um plano feito sob medida para as suas pernas.
Agende sua avaliação com a Dra. Catarina Almeida em Recife pelo WhatsApp (81) 99243-8998. A clínica fica na Rua Padre Roma, 120, sala 1606, Tamarineira.
Dra. Catarina Almeida – Cirurgiã Vascular – CRM/PE 15808 – RQE 149017