A meia de compressão alivia os sintomas das varizes e ajuda a tratar úlceras e dermatoesclerose, mas não impede que a doença venosa crônica progrida. Essa é uma das dúvidas mais comuns no consultório, aqui em Recife.
Muitas pacientes chegam dizendo: “Uso meia todo dia, então minhas varizes não vão piorar”. A intenção é ótima, mas a expectativa não corresponde ao que a meia consegue fazer. Entender o papel real dela ajuda a decidir o momento certo de buscar tratamento.
Para que serve a meia de compressão
A meia aplica uma pressão graduada na perna, maior no tornozelo e menor em direção à coxa. Isso ajuda o sangue a voltar para o coração e reduz o acúmulo de líquido. Na prática, ela tem indicações bem definidas:
- Melhorar os sintomas: dor, sensação de peso, cansaço e inchaço nas pernas, principalmente no fim do dia.
- Tratar úlceras venosas: a compressão é parte essencial da cicatrização das feridas e ajuda a evitar que elas voltem.
- Tratar a dermatoesclerose: a pele endurecida e escurecida na parte de baixo da perna melhora com o uso contínuo da compressão.
- Recuperação após procedimentos: depois de escleroterapia, laser ou cirurgia, a meia costuma fazer parte dos cuidados indicados pelo médico.
O que a meia de compressão não faz
A meia não previne a progressão da doença venosa crônica. Não há evidência científica sólida de que usá-la impeça o surgimento de novas varizes ou o aumento das que já existem.
Isso acontece porque a meia age por fora, enquanto o problema está dentro da veia. Quando as válvulas venosas deixam de funcionar bem, o sangue volta e se acumula. A compressão alivia o efeito disso enquanto está no corpo, mas não conserta a veia doente.
Por isso, usar meia e sentir as pernas mais leves não significa que a doença está controlada. Ela pode continuar evoluindo em silêncio.
Quando a meia sozinha não basta
Vale procurar uma avaliação com cirurgiã vascular quando aparecer algum destes sinais:
- Varizes que aumentaram de tamanho ou de quantidade nos últimos anos.
- Dor, peso ou inchaço que voltam assim que você tira a meia.
- Manchas escuras, coceira ou pele mais dura perto do tornozelo.
- Feridas que demoram a cicatrizar na parte de baixo da perna.
- Vasinhos e varizes que incomodam pela estética.
Na consulta, o exame físico e o ultrassom com Doppler mostram quais veias estão doentes. A partir daí, é possível indicar o tratamento certo para cada caso, como a escleroterapia com espuma. Para conhecer os sinais de alerta em detalhe, leia também Quais os sinais da doença venosa crônica?.
Cuidados antes de usar meia de compressão
A meia deve ser indicada por um médico. O grau de compressão, o tamanho e o modelo (até o joelho, 7/8 ou meia-calça) variam conforme o caso e as medidas da perna.
Ela também não é para todo mundo. Pessoas com doença arterial nas pernas, por exemplo, podem piorar com a compressão. Por isso, antes de comprar, o ideal é passar por uma avaliação vascular.
Avaliação de varizes em Recife
A meia de compressão é uma aliada para o conforto e para o tratamento de úlceras e dermatoesclerose. Mas, para cuidar da doença venosa de verdade, é preciso tratar a veia doente.
Se você usa meia e quer saber se o seu caso precisa de tratamento, agende uma avaliação com a Dra. Catarina Almeida, cirurgiã vascular em Recife.
Clínica Catarina Almeida Rua Padre Roma, 120, sala 1606, Tamarineira, Recife – PE WhatsApp: (81) 99243-8998 Instagram: @catarinaalmeida.vascular
Dra. Catarina Almeida · CRM/PE 15808 · RQE 149017