Varizes são mais comuns com o passar dos anos, e muitas pessoas idosas convivem com dor, peso e inchaço nas pernas por achar que o tratamento exige cirurgia, internação ou um longo repouso. A escleroterapia com espuma é uma opção minimamente invasiva, indicada conforme o caso, feita no consultório, que permite caminhar logo após o procedimento.
Neste post, a Dra. Catarina Almeida, cirurgiã vascular em Recife, explica por que a espuma costuma ser uma boa opção para pacientes idosos e quais cuidados fazem parte da avaliação.

O que é a escleroterapia com espuma
É a aplicação de um medicamento esclerosante, preparado em forma de espuma, diretamente dentro da veia doente. A espuma desloca o sangue e entra em contato com a parede do vaso, que se fecha e, com o tempo, é absorvido pelo organismo. O sangue passa a circular pelas veias saudáveis.
A aplicação é guiada por ultrassom (eco-Doppler), o que permite ver a veia em tempo real e tratar também varizes mais calibrosas, não apenas os vasinhos superficiais.
Por que a espuma é uma boa opção para pacientes idosos
Algumas características tornam a espuma especialmente adequada para quem tem mais idade.
Minimamente invasiva. Não há cortes, pontos nem cicatrizes. O tratamento é feito com agulhas finas, sem anestesia geral ou raquidiana. Isso é importante para quem tem outras condições de saúde, como hipertensão, diabetes ou problemas cardíacos, e prefere evitar os riscos de uma anestesia.
Feita no consultório. Não exige centro cirúrgico nem internação. O paciente chega, faz a aplicação e volta para casa no mesmo dia, acompanhado ou não, sem precisar mudar a rotina da família.
Pode andar logo após o procedimento. Caminhar não só é permitido como é recomendado, porque ajuda a circulação. Não há repouso prolongado na cama, o que é fundamental na pessoa idosa: ficar parado por muitos dias pode levar à perda de força muscular e aumentar o risco de trombose.
Pode ser repetida quando necessário. A espuma não é igual à cirurgia e não substitui todas as técnicas: a escolha depende do calibre e do trajeto das veias. Sua vantagem é que, se uma veia voltar a abrir ou surgirem novas varizes com o tempo, a aplicação pode ser refeita no consultório, de forma simples, sem anestesia e sem internação.
Além disso, como o tratamento é feito em etapas, a quantidade de medicamento em cada encontro é controlada, e o médico acompanha a resposta do organismo ao longo do processo.
Como é o procedimento e os cuidados depois
- Consulta e eco-Doppler venoso para mapear as veias doentes e planejar o tratamento.
- Aplicação da espuma no consultório, guiada por ultrassom, geralmente em poucos minutos.
- Colocação da meia de compressão logo após a aplicação.
- Retorno para casa caminhando, no mesmo dia.
- Encontros seguintes para complementar o tratamento e acompanhar o resultado.
Nos dias seguintes, a orientação costuma incluir caminhadas diárias, uso da meia de compressão pelo período indicado e proteção da pele contra o sol nas áreas tratadas. Pequenos hematomas, endurecimento ao longo da veia e manchas temporárias podem acontecer e são acompanhados nas consultas de retorno.
Quem pode fazer e quando é preciso avaliar com cuidado
Idade, por si só, não impede o tratamento. O que define a indicação é a avaliação clínica e o exame das veias. Na consulta, a médica revisa os medicamentos em uso, as doenças associadas e a circulação arterial das pernas.
Algumas situações pedem atenção especial ou podem contraindicar a espuma:
- trombose venosa profunda ou embolia pulmonar recentes;
- doença arterial periférica importante (má circulação nas artérias);
- alergia conhecida ao medicamento esclerosante;
- dificuldade de caminhar ou paciente acamado;
- infecção ou ferida ativa na região a ser tratada.
Quem usa anticoagulantes ou antiagregantes não deve suspender nada por conta própria. A conduta é definida caso a caso, junto com o médico que acompanha o paciente.
Perguntas frequentes
Escleroterapia com espuma dói? A sensação é de picadas de agulha fina e, às vezes, uma leve ardência no trajeto da veia. A maioria dos pacientes tolera bem, sem anestesia.
Idoso pode tratar varizes? Sim. A idade não é contraindicação. A indicação depende da avaliação clínica e do eco-Doppler.
Preciso de acompanhante? Não é obrigatório, porque não há sedação. Para pacientes com dificuldade de locomoção, vir acompanhado traz mais conforto.
Quanto tempo leva cada aplicação? Em geral, poucos minutos. O tempo total no consultório inclui preparo e colocação da meia.
Quando volto às atividades? No mesmo dia, para atividades leves e caminhadas. Exercícios intensos são retomados conforme a orientação médica.
Tratamento de varizes para idosos em Recife
Se você ou alguém da sua família convive com varizes e tem receio de cirurgia, uma avaliação com cirurgiã vascular ajuda a entender se a escleroterapia com espuma é indicada no seu caso.
A Clínica Catarina Almeida fica na Rua Padre Roma, 120, sala 1606, Tamarineira, Recife – PE. Agende sua consulta pelo WhatsApp (81) 99243-8998.
Dra. Catarina Almeida — Cirurgiã Vascular | CRM/PE 15808 | RQE 149017