Tenho medo de agulhas. Ainda assim, dá para tratar varizes?

Dra. Catarina Almeida

Dra. Catarina Almeida

Médica especializada em Cirurgia Vascular, Endovascular e Tratamento de Varizes.

“Dra, eu morro de medo de agulha… é possível tratar varizes mesmo com medo de agulhas?”

Essa é uma das perguntas que eu mais ouço, tanto no consultório quanto fora dele. Muitas vezes, ela aparece até nos comentários das minhas publicações no Instagram. Como neste exemplo:




O medo de agulha, de anestesia ou de procedimentos invasivos é mais comum do que se imagina e tem até um nome: aicmofobia.

E se você sente isso, essa imagem que compartilhei aqui é a prova de que você não está sozinha.

A grande questão é que, por conta desse medo, muita gente adia o tratamento das varizes, mesmo convivendo com todos os sintomas das varizes.

Mas o que talvez quem teme as agulhas ainda não saiba (e se você está nesse grupo, melhor ainda) é que:

1. Hoje existem técnicas modernas, seguras e com o mínimo desconforto, pensadas justamente para quem quer cuidar da saúde sem passar por experiências traumáticas.

2. Quando é preciso utilizar as agulhas, você não vai ver e, dependendo do caso, nem vai sentir. Tanto é que, no mesmo comentário da imagem acima, minha resposta foi exatamente essa. Veja só:



Ou seja, sentir medo de agulhas é completamente compreensível, mas ele não precisa ser um obstáculo para cuidar da sua saúde e melhorar sua qualidade de vida. 

Pensando nisso, preparei este conteúdo para te mostrar como é possível tratar varizes mesmo tendo medo de agulhas, quais são as opções mais confortáveis, o que esperar de cada procedimento e como tornar essa experiência muito mais leve

Por que precisamos falar sobre o medo (e como isso pode facilitar o tratamento de varizes) 

Seringa com agulha sobre superfície azul clara


Quando você entende de onde ele vem, consegue dar um nome ao que sente e até perceber que não está sozinha, o medo deixa de ser um obstáculo e passa a ser algo que pode ser cuidado.

Na prática, isso muda tudo: saber o que te causa ansiedade (se é a agulha, a ideia de sentir dor, o ambiente do consultório, o medo de não ter controle), ajuda o profissional a adaptar a o tratamento.

Isso pode incluir explicar cada etapa com calma, usar técnicas que minimizam o desconforto (como o óxido nitroso, por exemplo) e até mesmo indicar alternativas com pouco ou nenhum uso de agulhas, dependendo do seu caso.

Falar sobre o medo é, muitas vezes, o primeiro passo para superá-lo. E é justamente esse passo que abre caminho para um tratamento mais leve, acolhedor e eficaz.

O medo de agulhas


Chamado de aicmofobia, o medo de agulhas e outros tipos de objetos cortantes é uma percepção real, e que pode trazer diversos tipos de prejuízos físicos e emocionais para quem sofre com a condição.

Também conhecida como belonefobia, os sintomas principais incluem:

  • Irritabilidade;
  • Falta de ar;
  • Palpitações;
  • Sudorese;
  • Ansiedade;
  • Tontura;

Em níveis mais graves, as pessoas podem experimentar pensamentos extremos sobre os objetos, como as agulhas, entrando em estado de sofrimento físico e psicológico.

Bem como sofrerem com alterações na pressão arterial, tendo inclusive desmaios ou até ataques de pânico quando precisam passar por situações de exposição ou toque dos objetos.

A origem da condição geralmente acontece a partir de traumas em experiências distintas, ou medos incutidos ainda na infância, onde as agulhas são associadas a algo negativo.

A pessoa que sofre da condição irá então evitar qualquer tipo de situação que a coloque em contato com agulhas, e isso inclui a realização de exames médicos ou procedimentos.

O medo de cirurgias

Infelizmente, existem sim muitas pessoas pelo mundo que possuem um medo extremo e descontrolado de cirurgias ou procedimentos médicos mais invasivos.

Quem convive com a tomofobia, geralmente apresenta alguns sintomas específicos, como:

  • Sudorese;
  • Sentir calor;
  • Ter tremedeiras;
  • Taquicardia;
  • Falta de ar;
  • Dores no peito. 

E caso o medo se intensifique, a pessoa pode acabar enfrentando situações mais complexas, como:

  • Tentar fugir de um procedimento médico;
  • Ter um ataque de pânico;

Ou seja, assim como a aicmofobia, a tomofobia também pode ser prejudicial à saúde, gerando diferentes níveis de estresse e sofrimento, além de comprometer tratamentos importantes que o paciente possa precisar. 

E provavelmente nem seria preciso dizer, mas ambas as condições precisam de tratamento adequado

E os tratamentos, como funcionam?

Paciente conversando com médica que segura uma prancheta, em frente a um fundo rosa claro.

Agora que falamos sobre o medo (e de como ele pode ser real e até paralisante) talvez você esteja se perguntando: “Mas e o tratamento? Vou precisar passar por cirurgia? Preciso encarar agulhas de qualquer jeito?”.

A boa notícia é que a resposta, na maioria dos casos, é: não.

A medicina evoluiu muito, especialmente na área vascular. Como eu falei lá no início do conteúdo, hoje temos à disposição técnicas modernas, eficazes e com o mínimo desconforto.

Endolaser 

Esse é um dos tratamentos mais modernos para varizes.

Apesar de envolver uma punção com agulha para acesso da veia, o procedimento é minimamente invasivo, feito em consultório, com anestesia local e auxílio do ultrassom (doppler), que orienta em tempo real cada etapa.

Para tornar essa experiência ainda mais tranquila, utilizo óxido nitroso (conhecido como gás do riso) durante o tratamento. Ele é administrado por inalação, sem uso de agulhas, e proporciona relaxamento, reduz a ansiedade e o desconforto.

O resultado é um tratamento eficaz, seguro e muito mais confortável que a cirurgia tradicional. Além de não ter cortes, sem internação e sem sedação geral.

Laser Transdérmico (CLaCs)

Ele age por meio de um feixe de luz que atravessa a pele e atinge diretamente os vasos, promovendo seu fechamento, sem necessidade de cortes, agulhas e anestesia.

É rápido, feito em consultório e costuma ser bem tolerado, especialmente porque muitos aparelhos possuem um sistema de resfriamento que reduz o desconforto durante a aplicação.

O espaço também faz diferença  

Quando o ambiente é acolhedor, o tratamento deixa de ser um desafio e passa a ser uma escolha consciente, tranquila e segura.

Aqui no consultório, tudo é pensado para isso: você é atendida por uma médica com anos de experiência em casos vasculares, cada etapa é explicada com calma, suas dúvidas são respeitadas e você sabe exatamente o que esperar.

Nada é feito sem conversa, sem clareza ou sem cuidado. E, mesmo quando o procedimento exige um pouco mais, você encontra o suporte necessário para lidar com isso da melhor forma.

Se você está em Recife e sente que chegou a hora de cuidar das suas varizes, entre em contato com a nossa equipe.

Será um prazer te receber e tornar esse processo mais leve, seguro e possível. 



Dá sim para tratar varizes mesmo com medo de agulhas

Profissional de saúde segurando com delicadeza as mãos de uma paciente, em gesto de acolhimento.

Cuidar das varizes não precisa ser sinônimo de dor, desconforto ou experiências traumáticas. Com os tratamentos atuais, é possível tratar de forma segura, eficaz e respeitando seus limites, mesmo que o medo de agulhas esteja presente.

Além dos tratamentos sem agulhas, também existem procedimentos minimamente invasivos, com suporte de óxido nitroso e um atendimento verdadeiramente acolhedor. Ou seja, há alternativas reais para quem deseja cuidar da saúde sem abrir mão do conforto.

Se o medo de agulhas já te impediu de buscar ajuda, saiba que você não está sozinha. E que sim, é possível tratar varizes mesmo com medo de agulhas.

Por isso, se esse é o seu caso, saiba que existem caminhos possíveis, humanos e bem conduzidos para cuidar das suas varizes com mais leveza e segurança.

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