“Dra, eu morro de medo de agulha… é possível tratar varizes mesmo com medo de agulhas?”
Essa é uma das perguntas que eu mais ouço, tanto no consultório quanto fora dele. Muitas vezes, ela aparece até nos comentários das minhas publicações no Instagram. Como neste exemplo:
O medo de agulha, de anestesia ou de procedimentos invasivos é mais comum do que se imagina e tem até um nome: aicmofobia.
E se você sente isso, essa imagem que compartilhei aqui é a prova de que você não está sozinha.
A grande questão é que, por conta desse medo, muita gente adia o tratamento das varizes, mesmo convivendo com todos os sintomas das varizes.
Mas o que talvez quem teme as agulhas ainda não saiba (e se você está nesse grupo, melhor ainda) é que:
1. Hoje existem técnicas modernas, seguras e com o mínimo desconforto, pensadas justamente para quem quer cuidar da saúde sem passar por experiências traumáticas.
2. Quando é preciso utilizar as agulhas, você não vai ver e, dependendo do caso, nem vai sentir. Tanto é que, no mesmo comentário da imagem acima, minha resposta foi exatamente essa. Veja só:
Ou seja, sentir medo de agulhas é completamente compreensível, mas ele não precisa ser um obstáculo para cuidar da sua saúde e melhorar sua qualidade de vida.
Pensando nisso, preparei este conteúdo para te mostrar como é possível tratar varizes mesmo tendo medo de agulhas, quais são as opções mais confortáveis, o que esperar de cada procedimento e como tornar essa experiência muito mais leve.
Por que precisamos falar sobre o medo (e como isso pode facilitar o tratamento de varizes)

Quando você entende de onde ele vem, consegue dar um nome ao que sente e até perceber que não está sozinha, o medo deixa de ser um obstáculo e passa a ser algo que pode ser cuidado.
Na prática, isso muda tudo: saber o que te causa ansiedade (se é a agulha, a ideia de sentir dor, o ambiente do consultório, o medo de não ter controle), ajuda o profissional a adaptar a o tratamento.
Isso pode incluir explicar cada etapa com calma, usar técnicas que minimizam o desconforto (como o óxido nitroso, por exemplo) e até mesmo indicar alternativas com pouco ou nenhum uso de agulhas, dependendo do seu caso.
Falar sobre o medo é, muitas vezes, o primeiro passo para superá-lo. E é justamente esse passo que abre caminho para um tratamento mais leve, acolhedor e eficaz.
O medo de agulhas
Chamado de aicmofobia, o medo de agulhas e outros tipos de objetos cortantes é uma percepção real, e que pode trazer diversos tipos de prejuízos físicos e emocionais para quem sofre com a condição.
Também conhecida como belonefobia, os sintomas principais incluem:
- Irritabilidade;
- Falta de ar;
- Palpitações;
- Sudorese;
- Ansiedade;
- Tontura;
Em níveis mais graves, as pessoas podem experimentar pensamentos extremos sobre os objetos, como as agulhas, entrando em estado de sofrimento físico e psicológico.
Bem como sofrerem com alterações na pressão arterial, tendo inclusive desmaios ou até ataques de pânico quando precisam passar por situações de exposição ou toque dos objetos.
A origem da condição geralmente acontece a partir de traumas em experiências distintas, ou medos incutidos ainda na infância, onde as agulhas são associadas a algo negativo.
A pessoa que sofre da condição irá então evitar qualquer tipo de situação que a coloque em contato com agulhas, e isso inclui a realização de exames médicos ou procedimentos.
O medo de cirurgias
Infelizmente, existem sim muitas pessoas pelo mundo que possuem um medo extremo e descontrolado de cirurgias ou procedimentos médicos mais invasivos.
Quem convive com a tomofobia, geralmente apresenta alguns sintomas específicos, como:
- Sudorese;
- Sentir calor;
- Ter tremedeiras;
- Taquicardia;
- Falta de ar;
- Dores no peito.
E caso o medo se intensifique, a pessoa pode acabar enfrentando situações mais complexas, como:
- Tentar fugir de um procedimento médico;
- Ter um ataque de pânico;
Ou seja, assim como a aicmofobia, a tomofobia também pode ser prejudicial à saúde, gerando diferentes níveis de estresse e sofrimento, além de comprometer tratamentos importantes que o paciente possa precisar.
E provavelmente nem seria preciso dizer, mas ambas as condições precisam de tratamento adequado.
E os tratamentos, como funcionam?

Agora que falamos sobre o medo (e de como ele pode ser real e até paralisante) talvez você esteja se perguntando: “Mas e o tratamento? Vou precisar passar por cirurgia? Preciso encarar agulhas de qualquer jeito?”.
A boa notícia é que a resposta, na maioria dos casos, é: não.
A medicina evoluiu muito, especialmente na área vascular. Como eu falei lá no início do conteúdo, hoje temos à disposição técnicas modernas, eficazes e com o mínimo desconforto.
Endolaser
Esse é um dos tratamentos mais modernos para varizes.
Apesar de envolver uma punção com agulha para acesso da veia, o procedimento é minimamente invasivo, feito em consultório, com anestesia local e auxílio do ultrassom (doppler), que orienta em tempo real cada etapa.
Para tornar essa experiência ainda mais tranquila, utilizo óxido nitroso (conhecido como gás do riso) durante o tratamento. Ele é administrado por inalação, sem uso de agulhas, e proporciona relaxamento, reduz a ansiedade e o desconforto.
O resultado é um tratamento eficaz, seguro e muito mais confortável que a cirurgia tradicional. Além de não ter cortes, sem internação e sem sedação geral.
Laser Transdérmico (CLaCs)
Ele age por meio de um feixe de luz que atravessa a pele e atinge diretamente os vasos, promovendo seu fechamento, sem necessidade de cortes, agulhas e anestesia.
É rápido, feito em consultório e costuma ser bem tolerado, especialmente porque muitos aparelhos possuem um sistema de resfriamento que reduz o desconforto durante a aplicação.
O espaço também faz diferença
Quando o ambiente é acolhedor, o tratamento deixa de ser um desafio e passa a ser uma escolha consciente, tranquila e segura.
Aqui no consultório, tudo é pensado para isso: você é atendida por uma médica com anos de experiência em casos vasculares, cada etapa é explicada com calma, suas dúvidas são respeitadas e você sabe exatamente o que esperar.
Nada é feito sem conversa, sem clareza ou sem cuidado. E, mesmo quando o procedimento exige um pouco mais, você encontra o suporte necessário para lidar com isso da melhor forma.
Se você está em Recife e sente que chegou a hora de cuidar das suas varizes, entre em contato com a nossa equipe.
Será um prazer te receber e tornar esse processo mais leve, seguro e possível.
Dá sim para tratar varizes mesmo com medo de agulhas

Cuidar das varizes não precisa ser sinônimo de dor, desconforto ou experiências traumáticas. Com os tratamentos atuais, é possível tratar de forma segura, eficaz e respeitando seus limites, mesmo que o medo de agulhas esteja presente.
Além dos tratamentos sem agulhas, também existem procedimentos minimamente invasivos, com suporte de óxido nitroso e um atendimento verdadeiramente acolhedor. Ou seja, há alternativas reais para quem deseja cuidar da saúde sem abrir mão do conforto.
Se o medo de agulhas já te impediu de buscar ajuda, saiba que você não está sozinha. E que sim, é possível tratar varizes mesmo com medo de agulhas.
Por isso, se esse é o seu caso, saiba que existem caminhos possíveis, humanos e bem conduzidos para cuidar das suas varizes com mais leveza e segurança.